segunda-feira, 5 de março de 2012

Moda dos anos 80 Influência na Moda atual

   MODA DOS ANOS 80 INFLUÊNCIA NA MODA ATUAL



Os exageros e o “visual” poderoso, dos anos 80 refletiam o que aquela sociedade da época passava. Como o surgimento dos computadores, videogames; o fim da Guerra Fria e a descoberta da AIDS. No Brasil, os últimos anos da ditadura militar, a hiperinflação e músicas como “Coração de Estudante” de Milton Nascimento, fizeram parte desta década.

Anos 80

Na década de 80, sugiram vários ícones, que influenciaram a moda e o comportamento da sociedade. No cenário musical, cantoras (es) como Cindy Lauper, Madonna, Tina Tuner e Michael Jackson , e bandas como Abba, A-ha , The Cure e Menudo eram os grandes ídolos. O estilo e comportamento de seriados e filmes, como Anos Incríveis, Alf-O Eteimoso, Armação Limitada, As Panteras; Nos tempos da brilhantina e Flashdance eram os mais copiados.

Cantoras Anos 80


Seriados dos Anos 80

Toda essa combinação de elementos e ícones completou, na construção de uma moda única nos Anos 80, que atualmente é sempre relembrada em diversos desfiles pelo mundo. E para quem não vivenciou este moda no seu auge, agora é oportunidade tentar aproveitar um pouco do exagero, misturas e cores fortes, que só essa época mostrou.

Anos 80 Fashion

Como as calças baggy, legging e semi-baggy, que eram os hits da década, mas que haviam caído no esquecimento. Entretanto, foram relembradas nos desfiles de Inverno 2009, como a elegante marca Huis Clos que transformou as baggy, em calças mais sofisticadas e fluidas.

Calças Baggy Foto: Huis Clos

E o que falar das ombreiras? Esta sim foi uma peça que várias pessoas, preferiram deixar guardadas no fundo do armário. Mas, como uma de várias marcas, a Iódice, na sua coleção Inverno 2009 resgatou as ombreiras, algumas pequenas, outras com bastante exagero, acompanhando até peças de um ombro só. Será que vamos usá-las de novo?

Ombreiras Foto:Iódice

Ah... E quem não se lembra das primeiras (os) Melissas ou All Star? Esses calçados que sugiram também nos anos 80, são considerados atualmente calçados fashions. Entretanto, ainda mantém algumas versões clássicas, mas, também investem em novos modelos, para agradar os antigos e os novos consumidores.

Melissa


All Star

A moda em 500 anos de Brasil

    MODA EM 500 ANOS DE BRASIL

O calor beirava os 40 graus. As ruas eram ‘‘pavimentadas’’ com lama e pedregulho. De um lado, as índias passeavam com suas ‘‘vergonhas’’ à mostra. Do outro, senhoras de fino trato desfilavam com seus pesadíssimos e acalorados vestidos europeus. Isso foi há muito tempo, 500 anos atrás, quando o Brasil, recém-descoberto, descobria também a moda.
A história do vestuário nacional confunde-se com a própria memória da vida privada do país. Afinal, as roupas fazem parte dos costumes e da cultura, e o estilo é o reflexo de uma época. (…)
O passeio pela história da moda no país revela aspectos interessantes sobre o cotidiano desde a colônia até os dias de hoje. Enquanto algumas peças parecem incrivelmente atuais, outras indicam hábitos comuns durante épocas, mas que atualmente provocam estranheza. Por exemplo: na segunda metade do século 17, as mulheres colavam no rosto pedaços de tecido embolados para que parecessem… verrugas! Mas, como tudo na moda é reciclado, também há trajes históricos que continuam em voga. O estilo hippie dos anos 60, os twin-sets da década de 70 e até mesmo alguns vestidos do século 16 podem ser visto até hoje nas vitrines.
De 1500 a 1550
180px margaret of anjou A moda em 500 anos de Brasil
A Europa ditava a moda da colônia portuguesa recém-descoberta. Mesmo sob o forte calor tropical, as mulheres usavam pesados vestidos de veludo, ao estilo da corte de Henrique VII. Seda, tafetá e brocados também faziam parte do vestuário, pois indicavam poder econômico. Os decotes eram generosos: o formato quadrado e o apertado espartilho garantiam — não sem sofrimento — o destaque dos seios e a cinturinha fina.

marg A moda em 500 anos de Brasil henrique viii A moda em 500 anos de Brasil
De 1551 a 1600
O estilo elizabetano levou para o vestuário o rococó da corte inglesa. Muitos bordados, laços, enfeites de ouro, pedras encrustradas. As saias eram largas, recheadas por várias armações, e as mangas, fofinhas. Preto, vinho e vermelho eram as cores da moda, sempre incrementadas por detalhes dourados. Outra tendência lançada por Elizabeth I foi o vermelho-fogo nos cabelos, que também recebiam perucas longas e encaracoladas.
elizabeth i A moda em 500 anos de Brasil
Veja aqui várias imagens de Elizabeth I e aqui filmes sobre ela.
152580the three eldest daughters of george iii princesses charlotte augusta and elizabeth in 1784 posters A moda em 500 anos de Brasil
1600s1700sm03.thumbnail A moda em 500 anos de Brasil1600s1700sm01.thumbnail A moda em 500 anos de Brasil
Veja mais fotos do traje masculino no Rococó aqui.
De 1601 a 1650
As brasileiras passaram a se vestir como as princesas das famílias reais européias. Vestidos tinham meia cauda e eram confeccionados em cetim bordado a ouro. O corpete continuava sufocando os troncos femininos, destacados pelo decote quadrado. Alguns vestidos tinham armações de arame no lugar da gola. Um estilo imponente, influenciado pela moda de Luís XII.
De 1651 a 1700
Os vestidos ficaram mais curtos na frente e com cintura melhor definida. A grande novidade eram os adereços para os cabelos, umas estranhas armações que deixavam a cabeleira volumosa.
De 1701 a 1750
Nesta época, as roupas estiveram mais femininas do que nunca. Além dos seios e da cintura, os quadris eram destacados com uma armação chamada de ‘‘anquinha’’. Meias e luvas brancas faziam parte do vestuário, que incluía também arranjos dourados para o cabelo.
De 1751 a 1800
A moda fica mais discreta. Os excessos das décadas anteriores vão sendo eliminados pouco a pouco. Vestidos menos rodados, mangas menos fofas, fim da ‘‘anquinha’’, calçados com salto baixo. Os penteados imensos diminuem, assim como o volume e a altura das perucas.
De 1801 a 1850
Pouco se muda na história do vestuário. As roupas e sapatos continuam nos mesmos padrões do século anterior, mas dois elementos são agregados ao guarda-roupa: peles de animais e os sensuais xales, que ‘‘fingiam’’ cobrir decotes generosos.
De 1851 a 1900
No Brasil do Império e da República, a moda não era mais britânica. Paris, sim, passara a ser a bola da vez. Nos navios que desembarcavam por aqui, chegavam tecidos, figurinos e revistas da França. Pela primeira vez, os modelitos estrangeiros são adaptados ao nosso clima. Em 1870, Bartholomeu Thimonnier inventa a máquina de costura. Uma década depois as tinturas artificiais são descobertas, colorindo os tecidos antes pálidos.
De 1901 a 1950

Depois da Primeira Guerra Mundial, o vestuário é totalmente reformulado. A moda continua sendo ditada pela França, mas surgem as primeiras confecções brasileiras, que adaptam modelos e tecidos. A carência de matéria-prima durante a guerra impulsionou a indústria têxtil, que começou a buscar soluções para substituir os tecidos importados. Como a mulher passa a fazer parte do mercado de trabalho, as roupas ficam mais práticas: aparecem os tailleurs, as saias ficam mais curtas e os costumes ganham cortes masculinos. No começo do século acontece o primeiro desfile de moda do Brasil, organizado pela Casa Canadá.

Décadas de 50 e 60
A televisão e o cinema influenciam os jovens, que passam a usar blusões de couro, topetes, camisas coloridas, calças justas. Para as mulheres, vestidos bem rodados, casaquinhos e sapatilhas.
anos50 2 A moda em 500 anos de Brasil1950
oqueusar4 60a1 A moda em 500 anos de Brasil1960
Década de 70
O estilo hippie domina a moda jovem, com batas indianas e calças boca-de-sino. Mas essa também é a época da discoteca, do brilho, do exagero. A meia arco-íris de lurex usada por Sônia Braga em Dancing Days vira febre entre as mulheres, que também aderem às sandálias plásticas. No final da década, o movimento punk ganha a Inglaterra e o mundo. Cabelos estilo moicano, muitas tachas, botas de cano alto e roupas pretas saem das ruas e já ocupam as vitrines.
Década de 80
O punk estilizado — aquele visual gótico — domina as boutiques jovens e divide a preferência com mangas-morcego, calça legging, crucifixos, pochetes, camisões, calças de couro… A moda é um verdadeiro pastiche. Madonna faz sucesso e dita tendências entre as garotas. As meias coloridas continuam no topo.
anos80 3 A moda em 500 anos de Brasil
Década de 90
É o auge da androginia. Ternos, blazeres, calças retas fazem a brincadeira menino/menina. Surgem as supertops, modelos cotadíssimas que, com seus corpos esguios e muito magros, influenciam a estética.
O século 21
Por falta de imaginação, o início do século apresenta uma mistura geral. Peças clássicas, como o corpete, são reintegradas ao vestuário. Influências das décadas passadas, anos 70 e 80 totalmente revisitados. A moda nunca foi tão democrática quanto agora.
historia da moda A moda em 500 anos de Brasil
Foto 1
Anos 50: o twin-set tornou-se um clássico
Foto 2
Estilo hippie nas vitrines dos anos 70
Foto 3
Romantismo inspirando a moda no século 17
Foto 4
Rendas e bordados copiados da moda européia
Foto 5
Na época da colônia, o dourado significava status
Foto 6
No século 15, veludo mesmo sob o calor
Matéria do site Correio Brasiliense.
Por Paloma Oliveto

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

História da Grife Hermès


Seus lenços são estampados com cavalos, escudos reais e índios. Suas bolsas e acessórios são escandalosamente laranjas em formatos estranhos. Seriam cafonas se não fossem assinadas pelo bom gosto da marca francesa HERMÈS (se pronuncia “êrmés”), sinônimo mundial de sofisticação em artigos de luxo com suas peças elegantes. A marca se especializou em vender sonhos, em traduzir, através de seus produtos, sua filosofia de trabalho e sua forma de enxergar o mundo, como confirma a frase “os melhores presentes vem em uma caixa laranja”. A marca francesa representa o que há de melhor (e mais caro) no mundo do luxo.
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A história
A tradicional e sofisticada marca francesa HERMÈS, que ficou conhecida mundialmente pela cor laranja, começou sua história em 1837 quando um seleiro, Thierry Hermès, abriu uma oficina em Paris onde vendia acessórios em couro como baús para carruagens, selas, rédias, estribos, cintos com porta-moeda, botas e luvas (tanto longas como curtas). A oficina, localizada na parte de Paris conhecia como Grands Boulevards, onde na época soavam os cascos dos cavalos, foi chamada inicialmente de Caléche, que depois daria nome a um dos mais conhecidos perfumes da grife. Em 1880 foi instalada uma sofisticada loja no número 25 da rue Faubourg Saint-Honoré, época em que o filho de Thierry tomou conta dos negócios e passou a vender selas de cavalos para a aristocracia. Com o advento do automóvel, a marca se reinventou. A técnica do pesponto no couro foi adaptada às linhas de bagagens, bolsas e carteiras em 1918. Uma das novidades da década de 20 foi o lançamento, em 1923, das bolsas com zíper, uma grande novidade para época. Ainda nesta década, seu neto, Émile-Maurice, começou a desenhar roupas feitas de couro de veado. Isto culminou com o lançamento da primeira coleção feminina no ano de 1929.
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- O principal negócio da empresa era a produção artesanal de peças de couro, apesar de ter-se tornado famosa por dois produtos: lenços de seda com motivos eqüestres e a bolsa de couro em forma de trapézio chamada “Kelly”. Esta bolsa deve a Grace Kelly a fama internacional que conquistou. A bolsa de couro Grace Kelly foi criada em 1935 e tinha um formato que lembrava um trapézio e a alça curta. O nome, adotado oficialmente em 1956, foi uma homenagem da marca à princesa de Mônaco, afinal ela jamais se separava da sua bolsa HERMÈS, principalmente em suas freqüentes aparições na cultuada revista americana Life.
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- Em 1940, quando a Segunda Guerra Mundial fez praticamente sumir o estoque da embalagem de cor bege utilizada pela grife, precisou ser trocada pela única cor disponível: laranja. Era o início do surgimento de um símbolo da marca. Rapidamente, ter um produto embalado numa caixa laranja, sua cor oficial, passou a ser objeto de desejo de ricos e famosos. Quando Émile-Maurice morreu em 1951, seu genro Robert Dumas assumiu o comando da marca. Ele foi o responsável pela introdução das gravatas, malas de viagens, toalhas de praia e perfumes da marca no mercado. A tradição de criar objetos para a casa vem desde a origem da marca. No início, eram produzidas apenas pequenas peças como cinzeiros e toalhas. Em 1974, surgiu o departamento Maison, na loja de Faubourg, em Paris, com a venda dos primeiros conjuntos de toalhas impressas, conhecidas como Léopards. Atualmente, o departamento de lifestyle do grupo desenvolve coleções de mobiliário para escritório, mesa e tapeçarias. Nos anos 80, a marca francesa conquistou um ar despretensioso, sem jamais perder o glamour. Depois de uma passagem gloriosa do designer belga Martin Margiela, a HERMÈS contratou em 2003 o renomado Jean-Paul Gaultier para assumir o posto de estilista da grife. Gaultier, que ficou sete anos no comando criativo da marca, foi substituído em 2011 por Christophe Lemaire, que assumiu a divisão de prêt-à-porter.
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- A chave do sucesso da grife francesa sempre foi à elegância e a sobriedade em suas coleções. HERMÈS não é uma marca que segue qualquer estilo. Na verdade, dita tendências, faz estilo. Sua união entre tradição e inovação, entre tecnologia e talento, é o segredo que confere tamanho frescor a uma marca nascida no século 18, que enlouquece as mulheres sofisticadas ao redor do planeta com suas famosas bolsas e echarpes. A demora em conseguir os itens mais celebrados da marca, como a Kelly, uma tradicional bolsa executiva, e a Birkin, feita especialmente para Jane Birkin (que é co-autora da bolsa), gerou uma das maiores lendas envolvendo a HERMÈS: a fila de espera. Atualmente a sexta geração da família ainda está no comando da empresa, representada por Pascale Mussard, que ocupa o cargo de diretora internacional.
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História da Grife Donna Karan

   Por que será que, em meio a tantos novos estilistas, Donna Karan continua sendo a queridinha de nove entre dez mulheres? A resposta parece ser simples: ela apostou nas mulheres comuns - nem tão altas nem tão magras como gostariam de ser, mas que querem ser elegantes sem ter um corpo de modelo. Com um olho nas ruas e outro nas mulheres comuns, tornou-se a primeira estilista americana a influenciar o mundo com sua moda criativa e inovadora, com seu estilo urbano, sofisticado e acessível. Quem abrir o guarda-roupa de qualquer garota de razoável poder aquisitivo e muitas horas de compras em Nova York vai encontrar, com certeza, ao menos uma camiseta com as duas iniciais que fazem hoje o sonho de consumo de milhares de mulheres pelo mundo afora: DK.
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A história
O destino de Donna Karan estava mesmo ligado à moda. Filha de um dono de armarinho e de uma modelo e representante de vendas de uma confecção, essa nova-iorquina nascida no tradicional bairro de Queens como Donna Ivy Faske, em 2 de outubro de 1948, teve sua primeira experiência profissional ainda no colégio, durante as férias de verão, ao trabalhar com a estilista Liz Claiborne. Mais tarde, freqüentou a Parsons School of Design, de Nova York, e logo nas férias do segundo ano foi contratada para desenhar para Anne Klein, famosa estilista de roupas esportivas para jovens mulheres, que foi a primeira a combinar vestidos e casaquinhos, vestidos de cintura justa com blazers e jaquetas de aviador.
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Já formada passou um ano no ateliê antes de ir trabalhar para a Addenda, uma indústria de confecção. Em 1968, voltou para o ateliê de Klein e, após a morte de Anne, em 1974, ela e Louis Dell'Olio se tornaram co-estilistas da empresa para terminar uma coleção incompleta. Juntos, os dois deram nova vida às roupas da empresa, transformando modelos originais de sportswear em peças extremamente atuais, em sua modelagem simples e com preços acessíveis. Depois de 15 anos na Anne Klein, Donna sentiu o impulso de ter sua própria grife ao perceber sua dificuldade (e a de outras mulheres) para encontrar o que realmente precisava no guarda-roupa. “A idéia veio quando tentava limpar meu closet do excesso. Precisava tornar fácil a escolha de roupas pela manhã. Então, resolvi meu problema com o mínimo de peças coordenáveis de diversas maneiras”, costuma contar Donna Karan.
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Junto com seu segundo marido, o escultor Stephan Weiss, montou um império que a colocou no mesmo patamar de importância de outros consagrados estilistas americanos, como Ralph Lauren e Calvin Klein. Em sua primeira coleção, introduzida em 1985, colocou na passarela uma mulher quase minimalista aos olhos da época, vestindo jérsei e crepe de lã, com botas pesadas e jóias assinadas por Robert Lee Morris. De olho nas ruas e nas mulheres comuns, que buscam a elegância, mas não têm tempo de sobra nem corpo de modelo, apostou na fórmula simples de valorizar os pontos positivos da silhueta feminina e disfarçar os eventuais defeitos.
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Ao se livrar dos excessos típicos dos anos 80 e direcionar sua produção para as mulheres comuns, Donna Karan descobriu o segredo do sucesso. Como não poderia deixar de ser, a fórmula de valorizar os pontos positivos da silhueta feminina e disfarçar os negativos deu certo e ela acabou estourando com um bodysuit preto (mais conhecido no Brasil somente como “body”), inicialmente com botões, para ser usado com calça, com saia, por baixo de casacos ou sozinho mesmo. Era modelado segundo os princípios das peças capazes de firmar o corpo e corrigir as imperfeições. Revolucionou o conceito da moda feminina na época ao lançar, o que, ela mesma chamava, de “Seven Easy Pieces” (sete peças de roupas fáceis), A idéia era disponibilizar um conjunto de peças coordenáveis e intercambiáveis que, combinadas, rendiam visuais incríveis em combinações diferentes e quase infinitas. Rapidamente também os sapatos DONA KARAN entraram na lista do “must have” de celebridades e muitas mulheres, se tornando uma espécie de objetos de desejo.
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-Nascida e criada em Nova Iorque a estilista acertou ao associar sua marca à cidade, fonte de inspiração e lar das mulheres urbanas e dinâmicas, motivada pelo desejo de atender o público jovem e, especialmente, sua filha Gaby, com a criação de uma segunda marca, a DKNY (iniciais de Donna Karan New York) composta por peças e acessórios mais acessíveis. A marca virou um enorme sucesso mundial com suas peças descontraídas e modernas. Em dez anos o sucesso da marca DONNA KARAN estava consolidado, abrangendo roupas femininas, masculinas, linha jovem, lingerie, sapatos, acessórios em geral e perfumes. Nos anos seguintes inaugurou suas primeiras lojas âncoras em Londres (1994) e Nova York, e expandiu sua linha de produtos com o lançamento de roupas íntimas masculinas, coleções para casa, relógios, óculos e novos perfumes que se tornaram um sucesso em vendas.- -Em 2001, a empresa Donna Karan International (DKI), que atravessava uma fase de prejuízos econômicos, apesar de vender muito, foi adquirida pelo conglomerado de marcas de luxo LVMH, que pagou aproximadamente US$ 250 milhões. Em 2002, o fotógrafo Peter Lindbergh fez as fotos de um livro-catálogo com modelos vestindo a grife em meio aos ícones da cidade, como os táxis amarelos e a estátua da liberdade. Nos últimos anos, várias lojas foram inauguradas, especialmente em países do continente asiático, como China e Índia, e as marcas DONNA KARAN e DKNY licenciadas para outras categorias de produtos.
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sábado, 4 de fevereiro de 2012

História da Grife Salvatore Ferragamo

         




Salvatore Ferragamo foi um artista em sintonia com o clima cultural de seu tempo. Inspirado, dedicou sua vida à arte dos sapatos. Para ele, assim como para sua marca, um pé bem calçado podia valer mais do que mil palavras. Perfumes e acessórios merecem destaque na elegante coleção de sua luxuosa grife, caracterizada por sofisticação, beleza, conforto e arte. Apesar de morto há mais de 50 anos, o sucesso dele perpetua-se pelo sucesso da sofisticada grife que leva o seu nome.

A história
Nascido em 5 de junho de 1898, em Bonito, vilarejo rural a 100 quilômetros de Nápoles, na Itália, Salvatore Ferragamo desde pequeno mostrou ter uma vocação: a de fazer sapatos. Aos onze anos foi aprendiz de sapateiro trabalhando junto com Luigi Festa, com que aprendeu tudo sobre a profissão, e aos 13 anos abriu uma sapataria em sua cidade natal, onde não se limitou a fazer reparos e confeccionar botas de fazendeiros, mas também desenhar modelos exclusivos e literalmente criar moda para os pés femininos. Perspicaz, o designer escolheu um domingo para inaugurar sua loja, que ficava exatamente em frente à igreja local. Depois da missa, uma pequena multidão de curiosos se aproximou e o sucesso foi imediato, apesar das piadas sobre a idade do pequeno empreendedor. Em 1912, aos 14 anos, o designer já contava com clientes nas cidades vizinhas e seis assistentes na loja. Foi quando, mais uma vez, sentiu que podia ampliar os horizontes e partir em busca de novos desafios. Dessa vez, embarcou rumo aos Estados Unidos para juntar-se aos irmãos mais velhos.

Decepcionado com a qualidade e o acabamento dos sapatos produzidos em série nas grandes fábricas de Boston, onde um de seus irmãos trabalhava, Salvatore foi ao encontro dos outros parentes em Santa Bárbara, na Califórnia, próximo aos grandes estúdios de cinema. A partir daí, abriu uma pequena loja para confecção e reparos de sapatos, passou a produzir modelos para figurino de cinema e, de quebra, começou a receber encomendas de calçados sob medida das maiores estrelas de cinema da época, como Ava Gardner, Marilyn Monroe e Greta Garbo. Enquanto isso, em sua constante busca por “sapatos que se ajustassem perfeitamente” ele estudou anatomia humana, engenharia química e matemática na Universidade de Los Angeles. Salvatore foi obrigado a se mudar para Hollywood por causa de sua clientela e lá abriu sua famosa Hollywood Boot Shop em 1923. Os personagens mais célebres do cinema foram seus clientes, e a Salvatore foram dados os apelidos de “sapateiro das estrelas” e “sapateiro dos sonhos”. Seu sucesso foi tamanho que a loja não conseguia acompanhar a demanda de pedidos e a mão-de-obra americana não podia confeccionar os sapatos com a qualidade que ele queria.

Assim, em 1927, ele decidiu voltar para a Itália, estabelecendo-se em Florença, cidade tradicionalmente riquíssima em artesanato. No ano seguinte estabeleceu uma primeira fábrica de sapatos totalmente confeccionados à mão, com uma equipe de 60 artesãos treinados diretamente pelo mestre, e uma loja no Palácio Spini Feroni. Lá, o sonho de um homem se transformou em uma empresa que passou a produzir mais de 350 pares de sapatos por dia. A fama de seus calçados, apreciados pela beleza e comodidade dos modelos e por sua refinada elaboração, se estendeu por toda Itália e pela Europa, fazendo do Palácio Spini Feroni, ponto de parada internacional dos atores de cinema.

Mas foi nos anos 30 e 40 que Salvatore mostrou a sua verdadeira inovação, desenvolvendo sapatos com novos materiais como celofane e cortiça, tudo graças à escassez do couro que tomou o mercado na época. Com a crise na Europa, ele começou a utilizar materiais mais baratos, como o cânhamo, a palha e os primeiros materiais sintéticos. Sua principal invenção foi uma palmilha compensada. Ele ficou conhecido por não gostar da produção em série porque acreditava que cada par deveria ser desenhado em detalhes. Sempre pensando no conforto, suas criações eram, além de belas, anatômicas. Assim como os grandes nomes do design inventou novas formas, baseando-se nas necessidades funcionais e estéticas, como o solado inclinado de cortiça, de 1937, projetado para dar maior estabilidade. O salto Anabela, de 1938, é outra prova disso. Sempre conectado com o mundo contemporâneo, Ferragamo era particularmente interessado em arte, design e arquitetura. O sapato que ele criou em 1939, por exemplo, com salto alto em mosaicos, remete a tendência da arquitetura utilizada no interior dos edifícios na época. O estilo dele era também caracterizado pelo forte uso de cores. Sua paleta de cores era composta por tons fortes e ousados, quebrando os padrões da época, que utilizavam as cores bege, branco e preto.

Apesar das sandálias de ouro, das plataformas multicoloridas, das sandálias romanas com tiras que se amarravam e dos sapatos com salto-agulha de metal, esses últimos imortalizados por Marilyn Monroe, o primeiro grande sucesso de Ferragamo foi a sandália invisível, de 1947, feita, em parte, com fios de náilon. A criação lhe rendeu naquele ano o prêmio Neiman Marcus (importante premiação de moda norte-americana que, até então, nunca havia sido concedida a um designer de sapatos). Outro destaque de sua carreira foi a sandália Calipso, produzida com tiras de cetim pretas, em 1955. Nessa época a marca SALVATORE FERRAGAMO era um verdadeiro sucesso.

Até 1957, o gênio italiano havia criado mais de 20 mil modelos e registrado 350 patentes. O estilista morreu no dia 7 de agosto de 1960, mas sua família continua à frente do ateliê, no Palazzo Spini Feroni, um prédio de características medievais que até hoje é mantido como sede da empresa, erguido em 1289 na Via Tornabuoni. Seus seis filhos e sua mulher Wanda herdaram o gosto pela perfeição e mantêm viva a história do pai dando continuidade ao trabalho artesanal, reeditando clássicos e lançando a partir dos anos 90 coleções de lenços, cosméticos, perfumes, óculos, prêt-à-porter e acessórios para homens e mulheres, um velho sonho do mestre Salvatore. Além disso, esta época foi marcada pelo início de uma forte expansão da marca no continente asiático, com inaugurações de lojas em Hong Kong e Xangai.

O crescimento contínuo do Grupo Ferragamo, que, em manobra pioneira, adquiriu a sofisticada grife francesa Emanuel Ungaro em 1996 e, desde 1997, também dirige três hotéis em Florença, permitiu que os mais de 20 herdeiros, entre filhos, primos e netos, participem ativamente dos negócios. Recentemente, em 2009, a marca ampliou sua rede de lojas para mais de 550 unidades, incluindo 19 novas lojas inauguradas em aeroportos. O crescimento continuou no ano seguinte, puxado principalmente pelos mercados asiáticos, especialmente a China, fazendo com que a marca italiana superasse US$ 1 bilhão em faturamento.