terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Valentino

       História da Grife Valentino


Valentino, conhecido como o “Rei do Chic”, tornou-se ícone, um nome respeitado e adorado pelas mais chiques celebridades do planeta, e transformou a história da alta costura. O charme de suas criações encanta pela excelência e qualidade. O grande diferencial do estilista foi justamente fazer uma moda luxuosa, soberba, mas elegante, sem exageros desnecessários. A moda de Valentino seduziu e conquistou tanto celebridades como mulheres normais, e sua marca se tornou uma das mais elegantes e chiques do mundo.
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A história
Valentino Clemente Ludovico Garavani nasceu no dia 11 de maio de 1932, já com a arte impressa em seu DNA e revelou-se um precoce talento. O menino de Voghera, pequena cidade entre Turim e Milão, ganhou esse nome em homenagem ao maior astro do cinema mudo do início daquele século - o também italiano Rodolfo Valentino - e adorava arquitetura, escultura e pintura, além de ser um competente desenhista. Por conta disso, complementou seus estudos matriculando-se em um curso de desenho de moda, no Instituto Santa Maria, em Milão. Mas aos 18 anos já estava em Paris, para onde foi com o objetivo de estudar na Câmara Sindical da Alta Costura (Chambre Syndicale de la Haute Couture). E, graças ao primeiro lugar em um concurso de estilismo, em 1952 conseguiu um emprego no ateliê de Jean Dessès e, dos cinco anos que lá passou, manteve os belos drapeados e as referências exóticas e muito bem elaboradas.
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Em 1957, se despede do mestre e segue o francês Guy Laroche, colega na maison Dessès, na abertura de seu ateliê próprio, para auxiliá-lo como estilista e também atuar na área comercial. Mas também decide se lançar na moda. Volta para a Itália, abre seu próprio estúdio em 1959, e, em 1961, apresenta a primeira coleção em Roma, no seu ateliê da Via Condotti, com um desfile de 120 modelos, apoiado financeiramente pelo pai. Foi um sucesso. Valentino ainda era um jovem criador em ascensão, mas, muito rapidamente, passou a ser considerado um mestre da costura italiana. A explicação para isso é que parece ter “nascido pronto”: diferentemente da maioria dos profissionais em começo de carreira, que está em busca de um estilo próprio e segue vários caminhos até engrenar, aos 20 anos, ele já tinha um talento amadurecido, com vestidos muito bem equilibrados e exatos nas proporções.--O ano era 1960, época de ouro. Em meio a essa efervescência cultural e de glamour, o jovem Valentino despontava no mundo da moda. Em Roma, por conta das filmagens de Cleópatra, a estrela norte-americana Elizabeth Taylor se encanta com o novo estilista e encomenda um vestido branco para a estréia mundial de Spartacus. Isso bastou para Valentino subir mais um degrau rumo á consagração: Taylor foi apenas a primeira de uma longa lista de estrelas, beldades, famosas e socialites que se tornaram suas clientes. Mal havia começado a carreira solo com a sua luxuosa alta costura, Valentino captou os movimentos do mercado e, na primeira metade dos anos 60, lançou a coleção de prêt-à-porter. Nessa mesma época, o então estudante de arquitetura que viria a ser seu parceiro e sócio por muitos anos, Giancarlo Grammetti, une-se a ele e passa a atuar como diretor comercial da grife, sendo responsável direto pela expansão internacional da marca que se iniciou nesta década.
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-No ano de 1968, lançou a coleção denominada Valentino’s White, onde o famoso “V” apareceu pela primeira vez. A próxima década tem início com o lançamento de sua coleção masculina e feminina “ready-to-wear” em 1972, além da inauguração de suas primeiras boutiques nas cidades de Roma e Milão. Em 1978 lançou seu primeiro perfume em noite de gala no teatro Champs Elisées na cidade de Paris. A expansão da marca VALENTINO continuou com abertura de boutiques nos Estados Unidos e Japão. Nos anos seguintes introduziu em sua linha produtos como jeans braceletes e colares, camisetas, além de uma linha de decoração que incluía tecidos, estampas, papel de parede e móveis. Valentino viu a França e sua semana de moda, sempre a mais poderosa do mundo, curvarem-se aos seus pés. Nos opulentos anos 80, perfeitos para o criador expressar seus luxuosos conceitos, tornou-se o primeiro estilista italiano aceito sem restrições, já que apenas maisons locais, e desde que cumpram uma série de pré-requisitos, podem integrar o tão restrito universo da alta costura e estrangeiros só são bem-vindos como membros-convidados. Nada mais natural para quem tem a alta costura como fonte principal de criação e referência para todo o seu trabalho, do prêt-à-porter, passando pelos acessórios até os perfumes.
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-No final desta década, realizou um desfile triunfal, com a coleção inspirada no Wiener Werkstätte, movimento artístico do início do século 20 formado por artesãos vienenses, com desenhos geométricos inspirados em mobiliário e arquitetura, bolas gigantes, listras largas e quadrados. Em 1991, um modelo de sua coleção de primavera-verão se celebrizou como um protesto à então recém-iniciada Guerra do Golfo: o Vestido da paz, um tubo de crepe branco com a palavra “paz” em 14 línguas, bordada na horizontal com pérolas prateadas e cinza e acompanhado de um mantô curto de cetim branco brilhante com a aplicação de uma pomba de pérolas. A relação de Valentino com o universo dos óculos começou na primeira metade dos anos 90, quando o estilista assinou um acordo de criação, produção e comercialização com a Luxottica e, em 1998, transferiu a licença para a Safilo. Tanto as armações de receituário quanto os óculos solares respiram o espírito de sofisticação e elegância luxuosa do estilista.
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No final dos anos 90, ele vendeu a marca para uma associação industrial comandada por um herdeiro da Fiat, que pretendia criar um grupo de moda. A estratégia não deu certo e acabou afundando a grife italiana, que já vinha sofrendo com a falta de recursos para competir no mercado mundial. Depois de alguns anos de crise, em 2002, a VALENTINO foi adquirida pelo Marzotto Group, conglomerado italiano de marcas de moda e no ramo têxtil desde 1830. Com a nova proprietária vieram muitas novidades, como em 2003, quando lançou sua marca jovem, a R.E.D. Valentino (do inglês, “vermelho”, fazendo uma alusão ao “Vermelho Valentino”) e, pouco depois o aclamado perfume V. Dois anos mais tarde, uma reestruturação do grupo reuniu suas marcas de moda (além de VALENTINO, há Hugo Boss, M Missoni e Marlboro Classics) em um “subgrupo”, o Valentino Fashion Group, que fechou esse mesmo ano com vendas de €1.72 bilhões, 9 mil funcionários em 23 países. E, para falar apenas de VALENTINO, a operação foi dividida em três frentes de negócio: a primeira é a VALENTINO em si (que compreende as divisões de maior prestígio, como alta costura, prêt-à-porter, acessórios, perfumes, óculos etc.), a segunda é composta por Valentino Garavani e Valentino Roma (divisão de malas bolsas e artigos em couro) e a terceira destina-se à marca de difusão e a R.E.D.
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Nos anos seguintes a grife italiana experimentou um grande período de expansão com inauguração de lojas nas cidades de Bangkok, Honululu, Buenos Aires e Dallas. Em 2008, o estilista se aposentou e deixou a empresa. Mas, nessa altura, a marca VALENTINO já havia entrado para a história da moda.
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Os ícones
Várias de suas inovações ficarão para sempre inscritas na história da moda. Dentre elas, o logotipo com a letra “V” que, em 1968, passou a aplicar em todas as suas peças de prêt-à-porter, o que originou a estrutura de moda que perdura até hoje, em que o nome do estilista tem um peso decisivo no sucesso de uma casa de moda e a assinatura vale quase tudo. Outra de suas marcas registradas é o “Vermelho Valentino”. Tal qual a italiana e grande rival de Coco Chanel, Elza Schiaparelli, que tinha o rosa choque como a sua “cor oficial”, desde os primeiros dias de trabalho na maison Dessès, Valentino se encantou pelo vermelho e fez da cor uma de suas assinaturas - na época, freqüentava a Ópera de Barcelona e notou a força do vermelho nos figurinos: ao lado do preto e do branco, não havia, para ele, cor mais bela que o vermelho. E dele nunca mais se separou. O estilista costuma dizer “O vermelho é fascinante, é vida, sangue da morte, paixão, amor, a cura total da tristeza”.
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Outros ícones foram: Vestidos de noite, estampas animais (especialmente de leopardo, zebra e girafa) em preto e branco, bordados, plissados, pregas horizontais e verticais que geram efeitos incomuns e mantô duplo (duas peças no mesmo tom ou em cores contrastantes que se abotoam uma a outra para se tornarem uma só vestimenta, mas também podem ser desmembradas em duas, mais leves).
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O adeus
No dia 23 de janeiro de 2008, tudo ficou diferente nas noites de gala. Valentino Garavani, costureiro número um das celebridades, decidiu se aposentar depois de 45 anos vestindo estrelas como Sophia Loren, Elizabeth Taylor, Jacqueline Kennedy, Farah Diba, Audrey Hepburn (que, apesar do acordo que tinha com a casa Givenchy, sempre que podia queria ser vestida por Valentino) e Julia Roberts, só para citar algumas. Em seu último desfile ele foi aplaudido de pé pelos 800 convidados numa tenda instalada nos jardins do Museu Rodin, em Paris. O estilista formatou uma coleção destacada por tailleurs em tons pastéis e longos vestidos como os que fizeram sucesso entre as principais estrelas de Hollywood. Ao final, o grande estilista saudou os presentes na passarela jogando beijos e abraços. Entre os convidados, destacava-se pelo entusiasmo a atriz Uma Thurman. Na passarela estavam tops como Eva Herzigova e Natalia Vodianova, enquanto na platéia se destacavam Lucy Liu, Miuccia Prada, Alber Elbaz e Emanuel Ungaro. Na passarela, roupas clássicas e impecáveis, dignas do estilista, que entre pretos e brancos não se esqueceu de seu tom favorito: o vermelho. A cor, conhecida como “vermelho Valentino”, apareceu em modelos de decote V de chiffon em 30 reproduções. Em nota oficial ele afirmou: “Eu quero dizer, como fazem os ingleses: Gostaria de sair da festa quando ela ainda está cheia".
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Além de ter conquistado a exigente clientela com seu glamour, Valentino também as fascinou com suas frases marcantes, como “o vermelho é o meu preto”. Jacqueline, por exemplo, era uma discípula tão “obediente” que se casou com o armador grego Aristóteles Onassis usando um vestido vermelho curto e moderníssimo. Por causa do pedido de Jackie, Valentino estourou no mundo fashion, em 1968. Na semana seguinte ao casamento, ele recebeu mais de 60 pedidos de noiva. O anúncio do estilista causou tristeza no mundo inteiro, já que os famosos ficaram órfãos dos croquis do italiano - de seus bordados sofisticados, drapeados e plissados perfeitos para vestir as milionárias americanas, condessas italianas e toda Hollywood, sua clientela fiel. Sua única frustração é não ter vestido a rainha Elizabeth II, a única cliente que lhe faltava.
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Jean Paul Gaultier

         História da grife Jean Paul Gaultier

Conhecido como o “enfant terrible” da moda francesa, Jean Paul Gaultier tem alma de popstar, alcançou o estrelato quando Madonna empunhou um sutiã de cone em uma turnê mundial e, com sua criatividade e ousadia à flor da pele, se tornou um dos maiores expoentes da moda, assim como fez com sua marca. Sua maior inspiração, tanto na moda quanto na perfumaria, onde suas fragrâncias são campeãs de venda, é o corselet rosa e a camisa de marinheiro, ícones usados nos frascos de seus dois mais famosos perfumes.

A história
Nascido no dia 24 de abril de 1952 em Arcueil, um subúrbio de Paris, quando menino Jean Paul Gaultier pouco queria saber dos brinquedos que tanto encantavam a garotada da época. Queria mesmo era criar bijuterias e acessórios com elementos que achava no lixo. Isso já revelava seu espírito transgressor e o precoce talento de unir opostos completos em uma peça de roupa. Não é à toa que a imprensa e a crítica de moda são unânimes em afirmar que Gaultier foi o responsável por levantar a discussão sobre o limiar entre o bom e o mau gosto por meio da prática da subversão. Depois de enviar seus desenhos para todos os importantes estilistas da época, no dia do seu aniversário de 18 anos, em 24 de abril de 1970, recebeu um contato da Maison Pierre Cardin: o autodidata Jean Paul Gaultier havia conseguido seu primeiro emprego com um dos mais importantes criadores da época.

No ano seguinte, uma rápida passagem por Jacques Esterel e pela Jean Patou, e então voltou a trabalhar com Pierre Cardin em 1974 para cuidar da loja do estilista francês em Manila nas Filipinas, onde chegou a desenhar para a primeira-dama do país e mulher do ditador Ferdinand Marcus, Imelda. E, finalmente, em 1976, já de volta a França, Gaultier, com a ajuda de seu parceiro Francis Menuge, assinou a sua primeira coleção e no ano seguinte inaugurou sua própria Maison. Era o surgimento oficial da marca JEAN PAUL GAULTIER e do estilo irreverente que se baseava mais no movimento punk londrino da época do que nas tendências da moda parisiense.

O nome de Gaultier ficará para sempre gravado na história da moda como um estilista que rompeu conceitos há muito estabelecidos, o que resultou em seu apelido: “enfant terrible” (“criança terrível” em português). Nos anos 80, ele ousou ao deixar aparente a lingerie, trazendo-a do interior para o exterior. E, em 1988, recriou a tradicional construção do traje masculino, ao propor saia para os homens, inspirado no kilt, o traje típico dos escoceses. Uma imagem dessa revolução lhe valeu, seis anos depois, o lugar no pôster principal de uma badalada exposição no Metropolitan Museum de Nova Iorque com o título Coração valente: homens de saia, com imagens e peças de top estilistas do mundo fashion, entre eles o próprio Jean Paul Gaultier. Causou também grande impacto nos desfiles ao utilizar modelos nada convencionais, como homens idosos e mulheres gordas, modelos tatuadas e com piercings, entre outras excentricidades. Isto lhe valeu muita crítica, mas também trouxe enorme popularidade para sua marca.

Em 1990, seu talento recebeu a coroação final ao ser ungido pela deusa máxima do pop, Madonna, que o elegeu como o estilista de sua turnê “Blond ambition” (do inglês, “ambição loira”). Graças a sua intimidade com a subversão, o estilista trouxe a lingerie à mostra e imortalizou em Madonna o corpete com os bojos cônicos, imagem que ficou registrada como um dos ícones do final do século. Esse foi apenas o início de uma íntima parceria entre a diva loira e o estilista, que muito rendeu - inclusive um pedido de casamento. Em 1995, Gaultier revelou à imprensa que, por várias vezes, teria proposto matrimônio à popstar, que lhe disse: “sim, Jean Paul, eu me casarei com você porque é o único homem que não me fez sofrer”. Quando questionado pela imprensa porque a idéia de matrimônio não teria sido concretizada, Gaultier inteligentemente retrucou: “um dia, nos casaremos de verdade, o que acontece é que ainda não criei um vestido de casamento adequado”.

Brincadeiras à parte, por duas temporadas, Madonna brilhou em desfiles do amigo. E, de acordo com a sua postura polêmica da época, sempre causando furor. Gaultier também deu um toque de Midas para o segmento dos cosméticos. Vários de seus perfumes bateram recordes de vendas por anos seguidos. O primeiro, feminino, foi lançado em 1993 e a embalagem remetia ao corpete criado para Madonna. O masculino Le Male arrasou quarteirão: ainda é best-seller em muitos países da Europa. Seus perfumes foram inovadores: os frascos tinham forma de corpos de homens e mulheres, e alguns vinham acondicionados em lata. Tal sucesso impulsionou o lançamento não apenas de cosméticos, mas também de uma linha de maquiagem para homens. Delírio para modernos e metrossexuais.

Outro ponto alto de sua carreira foi o ingresso no mundo da alta costura. Em 1997, ano em que completava duas décadas de sua marca própria, debutou no topo do mundo da moda e, ao lado de seu contemporâneo e também brilhante estilista, o francês Thierry Mugler, se celebrizou por renovar o mundo da alta costura, com desfiles performáticos e inesquecíveis. Em 2003, aceitou o convite da tradicional Hermés e assumiu a direção criativa da Maison francesa, sendo a primeira vez na sua carreira que desenharia para outra marca. Gaultier repaginou a estética tradicional da marca e foi muito elogiado pela imprensa, além de trazer enormes ganhos financeiros para a Hermés até 2010, quando deixou o cargo. Depois de muita negociação, em 2011, o grupo espanhol Puig (que detém as marcas Nina Ricci, Paco Rabanne e Carolina Herrera) adquiriu 60% da empresa, sendo 45% comprados do grupo Hermès e 15% do próprio Gaultier. Hoje em dia a marca possui três coleções principais assinadas pelo estilista: GAULTIER PARIS (alta-costura) e JEAN PAUL GAULTIER (ready-to-wear), para mulheres e homens.
              

domingo, 15 de janeiro de 2012

Rolex

         História do Relógio Rolex


Dizem que se alguém não tiver um ROLEX no pulso, na verdade não há pulso. E tecnicamente se não há pulso a pessoa está morta. Você algum dia já ouviu alguém dizer que um ROLEX falhou? Pois é, um ROLEX nunca falha. Verdade? Talvez sim, talvez não, o fato é que ele é conhecido por nunca falhar. Ver as horas em um ROLEX é apenas um detalhe.
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A históriaEm 1905, depois de estágios em relojoarias da Suíça, o alemão Hans Wilsdorf fundou com seu cunhado, o inglês Alfred Davis, a empresa Wilsdorf & Davis. Sediada em Londres, a empresa importava, montava e distribuía relógios com mecanismos suíços. O grande sucesso teve início com decisão tomada por Wilsdorf, no ano seguinte, em especializar-se somente em relógios de pulso, um mercado emergente naquela época. A produção incluía uma variedade de desenhos de caixas: casuais, formais e esportivas. Estes modelos eram vendidos para joalheiros, que posteriormente colocavam suas próprias marcas nos relógios. Por ser de fácil pronúncia em todos os países da Europa e curto o suficiente para se adequar a um mostrador de relógio, somente em 1908 o nome ROLEX foi adotado. A escolha do nome foi arbitrária, sem nenhum significado em especial, sendo a primeira marca a utilizar o sufixo “ex”. Porém, muitos acreditam que ROLEX provenha das palavras francesas “horlogerie exquise” (relojoaria requintada). Ele apostou nos relógios de pulso, pouco comuns na época em que se usavam peças de bolso. Mesmo sabendo que a precisão desses modelos precisava ser melhorada, pressentia que poderiam se tornar não apenas elegantes como também confiáveis. Foi criticado pelos conservadores, mas ganhou apoio dos atletas da época, que necessitavam consultar as horas de uma forma mais prática. Em 1910, Wilsdorf mandou um de seus relógios para ser testado na Escola de Horologia da Suíça. A ele foi concedida a primeira classificação de cronômetro para um relógio de pulso do mundo.- -
Outra validação ocorreu em 1914, quando o Observatório Kew de Londres certificou um relógio de pulso ROLEX com sendo tão preciso quanto um cronômetro marítimo. Foi a primeira vez que um relógio de pulso recebeu o status de “cronômetro” - uma classificação que, mesmo nos dias de hoje, é obtida por relativamente poucos relógios. Ele reconhecia como as principais necessidades de um relógio: primeiramente manter a hora precisa. E segundo ser confiável. Com o prêmio de “Cronômetro”, a exatidão da medida do tempo foi considerada sob controle, e Wilsdorf começou a trabalhar na melhoria da confiabilidade de seus relógios. Um dos principais problemas daquele tempo eram a poeira, o calor e a umidade que entravam progressivamente, através do fundo da caixa e da coroa, danificando assim os intrincados movimentos mecânicos. Para resolvê-lo, desenvolveu uma revolucionária coroa com dupla trava que era rosqueada na caixa, como a escotilha de um submarino, para criar um selo hermético, garantia de proteção otimizada para o mecanismo. Era o surgimento, em 1926, do modelo OYSTER, primeiro relógio a prova d’água do mundo. O nome foi dado quando Wilsdorf relembrou sua dificuldade em abrir uma ostra em um jantar.
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O primeiro relógio à prova d’água foi inteligentemente anunciado ao redor do mundo, e a ROLEX soube tirar proveito publicitário de sua superior qualidade. Naquele tempo, o público era particularmente cético se o relógio seria realmente à prova d’água. Contudo, após ver um relógio dentro de um aquário em uma vitrine, muitas pessoas eram convencidas. Esta campanha gerou uma enorme divulgação da marca ROLEX. Outro episódio que gerou divulgação para a marca ocorreu, quando no ano seguinte, uma jovem nadadora inglesa, chamada Mercedes Gleitzer, cruzou a nado o Canal da Mancha, que liga a Inglaterra à França, com um Rolex Oyster no pulso. Para divulgar o grande feito, Wilsdorf colocou uma foto da nadadora no jornal Daily Mail, ressaltando o feito com a frase “O maravilhoso relógio que desafia os elementos: à prova de umidade. À prova de água. À prova de calor. À prova de vibração. À prova de frio. À prova de poeira”. Se o primeiro Oyster tinha um defeito, este era a sua coroa. O relógio era hermético apenas quando a coroa estivesse rosqueada. Para desencorajar as pessoas à brincarem com a coroa, Wilsdorf veio com uma outra inovação que impulsionou a indústria relojoeira ainda mais à frente.
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Em 1931 inventou o rotor “perpétuo”, que literalmente dava corda ao relógio a cada movimento do pulso do usuário através de uma placa de metal semicircular, que sob a ação da gravidade, movia-se livremente para carregar a corda do relógio. O primeiro relógio automático de sucesso tornou-se a pedra fundamental do império ROLEX. O modelo Oyster Perpetual é o que realmente faz um ROLEX ser um ROLEX. Este modelo já sobreviveu às profundezas do oceano com Jacques Piccard e à conquista do Everest com Sir Edmund Hillary. Ele manteve a sua precisão em temperaturas abaixo de zero no Ártico, no escaldante deserto do Saara e na ausência da gravidade no espaço. Ignorou acidentes de aviões, lanchas e naufrágios, quebrou a barreira do som e foi ejetado de um caça a 22.000 pés. Quando chegou a Segunda Guerra Mundial, o nome ROLEX tinha tanto prestígio na Grã-Bretanha que os pilotos da Real Força Aérea (RAF) rejeitavam relógios inferiores distribuídos pelo governo e usavam seus soldos para quase esgotar o estoque inglês do ROLEX Oyster Perpetuals. A gentileza era devidamente recompensada: qualquer prisioneiro de guerra britânico cujo ROLEX fosse confiscado precisava apenas escrever uma carta para Genebra para receber sua reposição. Soldados ianques voltavam para casa com um novo souvenir em seus pulsos. E assim o romance dos Estados Unidos com a ROLEX começou.
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-No início dos anos 50, graças ao domínio total das técnicas de precisão cronométrica e impermeabilidade, a ROLEX começou a desenvolver relógios usados como instrumentos profissionais, cujas funções iam muito além da simples indicação das horas. Esses relógios eram destinados a novas atividades, como mergulho profissional, aviação, alpinismo e exploração científica. Com isso, a fama da marca aumentou ainda mais, e ROLEX se tornou um grande símbolo de status pelo mundo afora. Em 1953, membros de uma vitoriosa expedição ao monte Everest, chefiada por Sir John Hunt, usaram o Rolex Oyster em mais um grande teste para a marca. Embora tenha vivido em Genebra por 40 anos, Wilsdorf nunca se tornou um cidadão suíço. Ele morreu como cidadão britânico em 1960. Dois anos após sua morte, o quadro de diretores da empresa nomeou André Heiniger, aos 41 anos de idade, como o novo diretor geral da empresa. Tendo trabalhado com Wilsdorf por 12 anos, ele compartilhava a visão de seu patrão para a empresa, bem como seu alto nível de energia. Todos estes traços provaram-se inestimáveis quando a indústria relojoeira suíça começou a cair no esquecimento.- -A explosão do quartzo no final da década de 60 quase varreu o relógio mecânico da história. Com a substituição do trabalho intensivo do artesanato pela tecnologia digital de baixo custo, os japoneses deixaram a indústria suíça em estado crítico. Enquanto a maioria das relojoarias de Genebra embarcava febrilmente na moda do quartzo, a ROLEX resolutamente se agarrava às suas armas mecânicas. Quando a poeira assentou, mais da metade dos produtores de relógios de Genebra havia falido. Um terço dos sobreviventes, incluindo nomes de prestígio como Omega, Longines, Tissot e Rado acabaram incorporados por consórcios de investidores privados para evitar a falência. Este destino não afligiria a ROLEX, porque Hans Wilsdorf, ainda em vida, garantiu que ela nunca seria vendida. Em 1944, quando ficou viúvo, criou uma fundação com seu nome que ficaria responsável por perpetuar a marca e doar parte dos lucros.
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-Para quem passou um século ganhando dinheiro com a contagem do tempo, a atitude chega a ser estranha. A ROLEX não festejou os 100 anos de história em 2008. A badalada grife não perdeu a hora, só não queria fazer alarde. Assim mesmo, sem anúncios. Apenas o relançamento do relógio Oyster Perpetual Day-Date, de 1956, ícone na história da marca por ser o primeiro a mostrar o dia da semana por extenso. Há quem ache heresia, mas o anti-marketing da ROLEX é o seu principal marketing. São raras as aparições de seus executivos na mídia. O curioso é que a marca, contudo, é muito falada. Estima-se que ela seja uma das maiores compradoras de ouro da Suíça, matéria-prima crucial na produção de seus relógios. Suas peças são desejadas no mundo inteiro e seu rótulo é facilmente reconhecido.
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Balenciaga

                 Historia da Grife Belenciaga

“Um costureiro deve ser um arquiteto no design, um escultor na forma, um pintor na cor, um músico na harmonia e um filósofo na medida”. Com esta frase o mestre da alta costura, Cristóbal Balenciaga definia a profissão em que reinou como um mito por muitos anos. Não por menos, a marca BALENCIAGA se transformou em um dos supra-sumos quando o assunto é moda de luxo.
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A história
Nascido na pequena localidade de Getaria, na região basca da Espanha, em 1895, Cristóbal Balenciaga Eisaguirre era filho de um pescador e de uma costureira. Formou-se alfaiate e, em 1918, juntamente com Charlottee Lee, abriu seu primeiro ateliê na cidade de San Sebastian. Em seguida, inaugurou unidades em Madri e Barcelona, onde atendia a família real e membros da corte do país. Quando a Guerra Civil Espanhola começou, em 1936, o estilista se viu obrigado a fechar suas lojas e fugir do país, passando por Londres antes de estabelecer-se na França, país em que faria fama com seu jeito reservado, de poucas entrevistas e pouco contato com a imprensa, sendo um perfeito oposto-complementar de seu contemporâneo Christian Dior. Mas foi na “cidade luz” que Balenciaga marcaria para sempre a história da moda. Em 1937, quando ele inaugurou, no número 10 da Avenida George V, a CASA BALENCIAGA, seu estúdio, a França era permeada por um forte tema: o nacionalismo.
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A alta costura tinha nomes de todos os cantos do mundo. Por isso Elsa Schiaparelli, a rival de Coco Chanel, era a italiana; Edward Molyneux, o irlandês; Robert Piguet, o suíço e Mainbocher, o norte-americano. Obviamente, não demorou muito para que Balenciaga ficasse conhecido como “o espanhol”. Não demorou muito para o estilista ser celebrado por todos os seus concorrentes como o ápice da perfeição na confecção. “A alta costura é como uma orquestra da qual apenas Balenciaga pode ser o maestro. Todo o resto de nós somos apenas músicos, seguindo as direções que ele nos dá”. A frase é de Christian Dior e demonstra como o espanhol era visto dentro do mundo da moda. Outra de suas concorrentes, Coco Chanel, disse certa vez que o espanhol era “um verdadeiro costureiro, ele sim, sabia cortar tecidos e costurá-los com perfeição”. Todos os outros, incluindo a si própria, eram apenas desenhistas”.
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O trabalho de Balenciaga tinha como referência a cultura e a história espanhola, Além do trabalho de artistas como os pintores Diego Velázquez e Francisco Zurbarán. Sem falar nas prateleiras repletas de revistas de moda do século 19 em seu ateliê, das quais era capaz de reproduzir modelos linha por linha. As criações de Balenciaga combinavam essas influências com o que há de mais elaborado em corte e costura – era exímio e ambidestro no manejo das tesouras e das agulhas. O resultado foi um estilo único, caracterizado pela audácia de volumes, a pureza absoluta das linhas e o rigor arquitetônico.
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Entre as coleções mais famosas do estilista está a de 1946, inspirada nas touradas espanholas, com boleros e bordados. Foi também em 1946 que o estilista lançou seu primeiro perfume chamado “Le Dix”. Pouco depois, em 1948, o estilista inaugurou sua primeira boutique. Mas, foi somente a partir do período pós-guerra que BALENCIAGA se tornou um estilista original e reconhecido. Em 1951, ele transformou totalmente a silhueta feminina alargando os ombros e removendo a cintura de suas criações. Em 1955, desenhou o vestido de túnica, que, mais tarde, virou o vestido chemise. Em 1959, seu trabalho se tornou um verdadeiro império, com vestidos de cintura alta e casacos cortados como quimonos.
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Temporadas de desfiles sempre foram atração e prato cheio para as revistas de moda, mas Balenciaga arrumou, em 1956, um jeito diferente de lançar suas coleções: sempre depois das maratonas oficiais de desfiles. Assim, em vez de dividir as páginas com os outros estilistas, ganhava espaços maiores e exclusivos em revistas como Vogue e Harper’s Bazaar. Acabava só tendo de dividir as edições com o amigo francês Hubert de Givenchy, que resolveu fazer o mesmo.
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A aposentadoria dele em 1968 e sua morte, no dia 24 de março de 1972, fizeram a grife BALENCIAGA cair no esquecimento por muitos anos. Primeiro, a casa foi controlada por um de seus sobrinhos e depois trocou de mãos mais algumas vezes durante as décadas de 70 e 80 sem obter sucesso. Só em 1997, com a contratação do francês Nicolas Ghesquière, é que a BALENCIAGA voltou a respirar o ar da alta costura e do topo do mundo da moda. Em 2001 a BALAENCIAGA foi comprada pelo tradicional grupo Gucci. Pouco depois, em 2003, a marca inaugurou uma moderna loja âncora em Nova York. Com o renascimento da marca, a BALENCIAGA faturou €17.9 milhões em 2006, provando que seu antigo potencial tinha sido resgatado. Nos anos seguintes a marca inaugurou lojas em cidades como Milão, Los Angeles, Londres e Cannes, além de duas unidades na China.
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Recentemente a BALENCIAGA foi responsável por criar e confeccionar os novos uniformes da companhia árabe de aviação Oman Air, além de lançar no mercado seu mais novo perfume, Balenciaga Paris, e uma coleção de jeans. Atualmente, entre as criações de sucesso da tradicional grife, estão as bolsas “classic”, de alças duplas, com zíper formando bolsos frontais ou diagonais e a placa de identificação de prata; as sandálias gladiador; os sapatos plataforma muito altos de alma fetichista ao extremo; além de casaquinhos e paletós de cintura marcada.
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Mundo Gucci

     HISTÓRIA DA GRIFE GUCCI

Vestidos deslumbrantes. Alguns com decotes provocativos. Perfumes com aromas exóticos e inconfundíveis. Sapatos clássicos com ares modernos. Bolsas que são carregadas por lindas e famosas mulheres nos quatro cantos do mundo. Celebridades, escândalos, enormes fortunas e muito glamour sempre foram associados ao nome GUCCI, marca que mais sintetiza a elegância italiana no mercado de luxo.
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A história
Guccio Gucci, filho de um artesão de origem humilde, adquiriu bom gosto e elegância encantando-se com o luxo das malas com brasões das famílias nobres enquanto trabalhava como ascensorista e posteriormente Maitrê no famoso e requintado hotel Savoy de Londres na virada do século 19. Em 1921, depois de seu retorno para cidade de Florença, abriu uma pequena loja com um capital de 30 mil liras, com o intuito de vender acessórios de viagem (malas e valises de luxo), feitos artesanalmente pelos melhores artesões da cidade, incluindo membros da própria família. A alta burguesia e a nobreza florentina logo reconheceu a excelência e originalidade dos produtos e em pouco tempo a marca superou os limites da cidade, impondo-se como uma das mais conhecidas entre a elite do país. Nos anos 30, a empresa passou a conquistar uma sofisticada clientela internacional em função de suas coleções exclusivas de bolsas, luvas, sapatos e cintos. Necessitando expandir seu negócio, que agora fabricava também malas de mão, a empresa mudou-se para um lugar maior em Lungarno Guicciardini em 1937.
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Com o grande sucesso de seu negócio e clientes famosos, a marca abriu sua primeira loja na cidade de Roma em 1938 no requintado endereço da Via Condotti. No ano seguinte seus filhos, Aldo, Vasco e Ugo, ingressaram no negócio. Em 1947, a GUCCI lançou no mercado o que viria a se tornar um ícone da marca: a bolsa com alça de bambu. Somente no final desta década a GUCCI adotou oficialmente o logotipo GG, que continha duas letras G, uma normal e outra invertida, entrelaçadas. O novo logotipo começou aparecer em todas as bolsas e malas da marca, dando um ar mais aristocrático aos produtos. Pouco tempo depois, outro filho do estilista, Rodolfo, ingressou na empresa e abriu uma loja na cidade de Milão em 1951. Dois anos mais tarde falecia o fundador da empresa. Neste mesmo ano seus filhos, Aldo e Rodolfo, abriram uma loja na cidade de Nova York, onde as celebradas estrelas de Hollywood contribuíram e muito para que a marca florentina brilhasse nas capitais do luxo de todo o mundo; seguida de unidades na Philadephia, San Francisco, Beverly Hills e Palm Beach, dando início à internacionalização da marca GUCCI.--
Ainda nesta década a marca lançou outro ícone, o mocassim com fivela de metal, que se tornou um dos principais produtos da GUCCI, além da assinatura verde e vermelha que se tornou um dos principais símbolos de identificação da marca no mundo. Nesta época, celebridades como Sofia Loren, Ingrid Bergman, John Kennedy e sua então esposa Jaqueline Kennedy eram alguns dos fiéis clientes da marca. Essas celebridades eram constantemente fotografadas portando artigos clássicos da marca, como a bolsa de couro com alça de bambu ou o mocassim com bridão. Na década seguinte a empresa já vendia seus produtos em lojas próprias nas cidades de Londres (inaugurada em 1967, sendo a primeira na Europa fora da Itália), Paris, Tóquio (1971), Chicago e Hong Kong. Grace Kelly, Peter Sellers e Audrey Hepburn contribuíram para que a marca se tornasse sinônimo de bom gosto e sofisticação na badalada Hollywood, ganhando inúmeros adeptos entre as estrelas do cinema mundial.
--Em 1989, quando a imagem da marca começava a se deteriorar no mercado de luxo, Domenico Del Sole, funcionário de um dos escritórios de advocacia americanos que prestavam serviços à GUCCI, foi indicado para moderar e buscar soluções para as divergências internas da empresa, especialmente entre membros da família. No mesmo período a Investcorp, empresa de investimento árabe, adquiriu 50% do capital da empresa com a saída de Aldo Gucci. Maurizzio, o último membro da família trabalhando na empresa, acabou vendendo sua participação acionária em 1993 por não se entender com o grupo de investidores. Com Maurizzio fora de cena, a GUCCI passou a ser liderada por Domenico Del Sole, que transferiu a sede da empresa de Milão para Casellina e nomeou Tom Ford – que já trabalhava na grife desde 1990 – como diretor de criação. Começava aí a nova fase da GUCCI. Além do relançamento das bolsas com alças de bambu e dos mocassins com bridão, ele passou a assinar todas as coleções, escolher os fotógrafos, decidir o tema das campanhas publicitárias e até escolher a arquitetura e decorações das lojas. Os rostos nas campanhas também mudaram. Audrey Hepburn e Grace Kelly deram lugar à Madonna e Tina Turner. As coleções cheias de sensualidade eram bem acolhidas pela imprensa especializadas e um investimento milionário em campanhas para lá de provocativas foi realizado.--
Em 2000 a empresa pertencia a um grupo de acionistas, entre eles Bernard Arnault (dono do grupo de luxo LVMH) e François Pinault (atual dono do grupo PPR). Embora Arnault quisesse aumentar suas ações para ter mais controle sobre a empresa, Del Sole e Ford conseguiram privilegiar Pinault, que através de negociações meio que impostas, foi aumentando seu capital até tornar-se o único proprietário da GUCCI em 2004. No mesmo ano, Del Sole e Ford saíram da empresa e a estilista de ascendência romena Frida Gianini passou a responder pela direção de criação da marca. Com dinheiro em caixa e criatividade de sobra, a GUCCI voltou aos editoriais de moda e às capas das revistas de negócios. Foi a mais retumbante volta por cima da moda internacional, criando uma tendência no mercado do luxo.
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- -No dia 8 de fevereiro de 2008 foi inaugurada a maior loja da grife italiana no mundo. Com uma espaçosa área de 14.020 m², a loja possui três andares totalmente climatizados e iluminados naturalmente. Expressando todo o requinte da marca italiana, o interior da loja possui detalhes decorativos como suportes de vidro e ouro polido. Além disso, o exterior do prédio revestido de vidro brilhante, compõe uma visão admirável para aqueles que o vêem. A sofisticação da GUCCI foi rigorosamente traduzida nesta nova loja, que, entre outros detalhes de luxo, tem o seu piso coberto de mármore branco, com algumas listras de mármore preto, se estendendo pelas paredes e pelo teto. O revestimento das maçanetas das portas se alterna em ouro e vidro com listras. Minuciosos detalhes que proporcionam uma experiência única aos clientes e admiradores que a visitam. Projetada por Frida Giannini, diretora criativa da marca e pelo célebre arquiteto James Carpenter, a nova flagship tem andares extremamente luxuosos e está localizada na 5ª Avenida em Nova York. Para causar expectativa e interação com o público, a marca lançou o site GucciLovesNY na semana da moda na cidade. Os visitantes do site concorriam a uma bolsa exclusiva da marca. Para participar era só enviar uma foto usando algum acessório GUCCI no lugar preferido de Nova York.
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A GUCCI inaugurou sua primeira loja no Brasil no final deste mesmo ano, no Shopping Iguatemi em São Paulo. A loja abriu as portas em 30 de novembro contando com 470m² e seguindo o mesmo projeto da unidade de Nova York. Nas araras, todas as peças: do ready-to-wear aos perfumes, passando pela coleção masculina completa de acessórios, sapatos e lançamentos simultâneos com as principais flagships ao redor do mundo. Hoje o logotipo da grife italiana brilha nas mãos da estilista Frida Giannini, responsável pelos acessórios e o prêt-à-porter feminino, e de John Ray, que assina a linha masculina.
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sábado, 14 de janeiro de 2012

São Paulo Fashion Week




São Paulo Fashion Week divulga data e tema da próxima temporada

Da Redação
A organização do São Paulo Fashion Week divulgou nesta segunda-feira (6) a data de sua temporada para o Verão 2010, que será realizada entre 17 e 23 de junho, na Bienal do Ibirapuera, na capital paulista.

BALANÇO: Reveja os 10 melhores desfiles e o que foi destaque no Inverno 2009

Alexandre Schneider/UOL
Alexandre Schneider/UOL
O desfile do estilista Ronaldo Fraga foi um dos destaques da temporada Inverno 2009, levando pessoas da terceira idade e crianças para a passarela


Principal semana de moda do país, o SPFW terá como tema para esta edição "Passion-Paixão", que pretende aproximar cultura e moda brasileiras e francesas. O evento faz parte do calendário oficial do "Ano da França no Brasil".

Entre os destaques da programação de desfiles estão grifes como Maria Bonita, Alexandre Herchcovitch, Gloria Coelho e Ronaldo Fraga. Marcas de moda praia também apresentaram suas criações, entre elas Cia. Marítima, Água de Coco e Rosa Chá, com sua linha masculina.

Durante o São Paulo Fashion Week, será lançada a primeira edição em português do livro "Histoires de La Mode", de Didier Grumbach. O autor, presidente da Federação Francesa da Costura, do Prêt-à-porter, dos Costureiros e dos Criadores de Moda, estará presente no lançamento e ministrará uma palestra para convidados.